sábado, fevereiro 03, 2007

...um pouco, no Porto

Impossível estar quieto!!
Resolvi, desta vez, aventurar-me no maravilhoso mundo technicolor do vídeo e pixel a cores!!
A sugestão foi dada por Bernardo Moura, autor de um blog despido, mas não de ideias, interesse ou pertinência. Ora vejam: http://www.cuaoleu.blogspot.com/
Apresento-vos então um vídeo do Porto. Pois, mais uma vez...
A verdade é que tem sido uma cidade incontornável no meu percurso pelo Norte e que me tem marcado, assim como, alguma gente que por lá anda e me acompanha neste meu encantamento pelo Porto, Gaia e arredores.
Façam umas pipocas e vejam o vídeo.

Os matraquilhos fazem grandes filmes!!

quinta-feira, janeiro 18, 2007

Vamos cantar as Janeiras



“Vamos cantar as janeiras, vamos cantar as janeiras,
Por esses quintais adentro vamos, às raparigas solteiras.
– BIS
Pá pa ra ra ri ri, pá pa ra ra ri ri, pam pam pam pam...”

Cá está mais um novo ano para viver e mais uma oportunidade para aprender a fazê-lo melhor. Aqui o matreco não pensa de outra forma. Pessoa, já dizia:

“Beber a vida num trago, e nesse trago todas as sensações que a vida dá em todas as suas formas…”

Fernando Pessoa é um dos “matraquilhos” mais irrequietos de que há memória. É espantoso como ainda hoje continuam a revelar-se pequenas peças de puzzle das suas multifacetadas dimensões, sempre que alguém resolve remexer o baú que ele nos deixou. Mas, Pessoa não é o único!!
Todos nós temos um “baú”. Seria bom se neste ano novo começasse-mos a aprender a revelar o que de bom se encerra em cada um de nós. A partilha decerto daria os seus frutos ao ponto de a meio do ano, já meio mundo estar de “baú” escancarado e preparado para sentir e guardar tantas outras coisas boas de quem vai passando por nós e, assim, aprender a ser um pouco mais feliz. Todos nós temos essa capacidade e será inútil procurá-la fora de nós, muito menos em coisas que tão depressa se materializam como depressa se desvanecem e desaparecem. Pergunto: o que é a felicidade senão alcançar o etéreo de todas as experiências que se vivem e sentem, desejando que este perdure insistentemente em nós, como um bom perfume fortemente impregnado no nosso corpo? Também se sabe que quem cai na soberba da felicidade pode esquecer-se que tem a capacidade de fazer com que outros também a encontrem, não lembrando que isso até poderá tornar-nos um pouco mais felizes. Enfim, onde eu já vou....
Passando da filosofia manhosa à prática, em Janeiro cantei as Janeiras!!! Uns fazem-no até ao dia de reis, outros como eu, até ao fim do mês, mas existe sempre a mesma alegria de cantar e desejar, ao próximo, um novo ano, com um “baú” recheado de coisas boas para dar e com muito espaço para receber. É um bom começo de ano novo, não?
Venha o vinho e o pão! Brindamos e cantemos à felicidade de todos, cara... que saber viver é uma arte com pouco tempo para aprender.

“Vamos cantar orvalhadas, vamos cantar orvalhadas,
Por esses quintais adentro vamos, às raparigas casadas. –
BIS *
Pá pa ra ra ri ri, pá pa ra ra ri ri, Pam pam pam pam...”
(Excertos da canção Natal dos Simples de Zeca Afonso)

*Ou a uma linda rapariga de outro estado civíl.
Os matraquilhos também sabem cantar!!

sábado, dezembro 09, 2006

Desabafos do Pai Natal

Meus meninos, este ano não há prendas para ninguém! Oh... Oh... Oh... é que o Natal está a chegar e esta tosse não me passa!
A verdade é que estou já muito velho, gordo e cansado, para andar por aí feito louco a satisfazer os vossos pedidos.
Rapaziada, não sou mais aquilo que era. Lembram-se da minha grande barba branca? Pois é, não existe mais! Cortei-a por sugestão do Rodolfo - a mais forte das minhas renas, pois até ela perdeu a vontade e a força para continuar. Perante tamanha inutilidade, o mais certo é fazer dela a minha ceia de natal. É que o Bacalhau está caro e não posso sustentar tanta rena com a minha miserável reforma.
Estou triste com o Mundo, ou melhor, com os Homens que nele habitam e que sistematicamente o desrespeitam, chegando ao ponto de fazerem o mesmo entre eles. Estou farto. Agora quero ser eu a receber prendas, e das grandes!!
Pois bem, chegou o momento de serem vocês a dar alguma alegria aqui ao Pai... Não me resta outra alternativa senão confiar em vós, rapaziada. Este é o vosso momento! – aquele em que têm de fazer tudo o que de bom sabem e sonham para tornar este Mundo num lugar melhor para se viver. Tenho muita esperança que isso possa um dia acontecer, mas têm de perceber que há momentos para dar e não para receber. O Mundo vai agradecer-vos no futuro, porque eu decerto já não o poderei fazer Oh... Oh... Oh... é que o Natal está a chegar e a #@&%! da tosse não me passa.
Meus meninos, este ano não há prendas para ninguém! Oh... oh.... oh... é que não me passa!!
Psst, olha, tu aí! Já agora, ajuda aqui o velho e arranja-me uns trocos para comer uma sopinha e um prego ali no tasco, que isto de arrumar trenós não chega para tudo.

Bom Natal e Feliz Ano Novo para todos!

domingo, novembro 05, 2006

Porto em noite de lua cheia

O início de uma noite que se crê memorável começa com um jantar, em boa companhia, na Cufra - um restaurante situado na Avenida da Boavista, a maior do Porto. Ao entrar, deparo-me com uma sala a fervilhar de vida, cheia de gente bem disposta, falando alto, como se tratasse de um enorme jantar de família. Não hesitei em entrar. O atendimento foi pronto e a refeição não tardou a chegar. Gostava do que via, quando em cima da mesa pousou o pote de arroz de tamboril. Fiquei ainda mais deliciado assim que o saboreei. Talvez, só lhe faltasse um camarãozinho - esse bichinho delicioso que dá sempre um toque de classe a pratos de peixe. Terminado o jantar, segui em direcção à baixa, contornando o Porto pela foz e ribeira. O destino era o Pitch, um dos mais recentes espaços nocturnos do Porto, situado a escassos metros do Rivoli. Lá entrei, passando pelos habituais e incómodos "armários" que ficam à porta deste tipo de estabelecimentos. Logo do lado direito, estava o bar. A garganta já estava sêca há um bom bocado e não resisti a pedir uma bebida. Na escuridão da sala, repleta de gente, mas despida de qualquer adereço, destacava-se ao fundo a cabine iluminada do DJ, fazendo-me lembrar um altar de uma igreja. Porém, aqui os "santinhos" são poucos e dançavam com um copo na mão; a música não ecoava de um órgão celestial, mas de um gira discos a 45 ou 33 rotações. Na sala ouvia-se um house ou um techno, não tão minimal como o do Capela, no Bairro Alto. À medida que vou subindo as escadas que dão acesso ao piso superior do Pitch, a penumbra vai dando lugar a um ambiente de suave luminosidade, mais colorido e desafogado. A sala transfigura-se por completo, e tem agora uma decoração retro, em tons de Outono, com alguns sofás e candeeiros encostados a paredes e janelas. A música também acompanha a mudança, mas o gira-discos permanece inabalável. Nesta sala a agulha dá lustro a vinil de outros tempos - blues, funk e disco dos anos 60 e 70. É a loucura: "Uuuh, uuuh, shake it babe, shake it!!!". Começo a dançar alegremente e eis que me encontro comigo mesmo, transformando-me num matraquilho muito irrequieto. ah! ah! ah!
Do Pitch, segui para o cais de Gaia e daqui subi à Serra do Pilar. Neste percurso fui recolhendo algumas fotografias, tirando partido da luz da lua cheia.
Não há mais nada a dizer. As imagens falam por si.

O matreco está maravilhado com o Porto!!

Cliquem nas fotos para ampliá-las.