quinta-feira, janeiro 18, 2007

Vamos cantar as Janeiras



“Vamos cantar as janeiras, vamos cantar as janeiras,
Por esses quintais adentro vamos, às raparigas solteiras.
– BIS
Pá pa ra ra ri ri, pá pa ra ra ri ri, pam pam pam pam...”

Cá está mais um novo ano para viver e mais uma oportunidade para aprender a fazê-lo melhor. Aqui o matreco não pensa de outra forma. Pessoa, já dizia:

“Beber a vida num trago, e nesse trago todas as sensações que a vida dá em todas as suas formas…”

Fernando Pessoa é um dos “matraquilhos” mais irrequietos de que há memória. É espantoso como ainda hoje continuam a revelar-se pequenas peças de puzzle das suas multifacetadas dimensões, sempre que alguém resolve remexer o baú que ele nos deixou. Mas, Pessoa não é o único!!
Todos nós temos um “baú”. Seria bom se neste ano novo começasse-mos a aprender a revelar o que de bom se encerra em cada um de nós. A partilha decerto daria os seus frutos ao ponto de a meio do ano, já meio mundo estar de “baú” escancarado e preparado para sentir e guardar tantas outras coisas boas de quem vai passando por nós e, assim, aprender a ser um pouco mais feliz. Todos nós temos essa capacidade e será inútil procurá-la fora de nós, muito menos em coisas que tão depressa se materializam como depressa se desvanecem e desaparecem. Pergunto: o que é a felicidade senão alcançar o etéreo de todas as experiências que se vivem e sentem, desejando que este perdure insistentemente em nós, como um bom perfume fortemente impregnado no nosso corpo? Também se sabe que quem cai na soberba da felicidade pode esquecer-se que tem a capacidade de fazer com que outros também a encontrem, não lembrando que isso até poderá tornar-nos um pouco mais felizes. Enfim, onde eu já vou....
Passando da filosofia manhosa à prática, em Janeiro cantei as Janeiras!!! Uns fazem-no até ao dia de reis, outros como eu, até ao fim do mês, mas existe sempre a mesma alegria de cantar e desejar, ao próximo, um novo ano, com um “baú” recheado de coisas boas para dar e com muito espaço para receber. É um bom começo de ano novo, não?
Venha o vinho e o pão! Brindamos e cantemos à felicidade de todos, cara... que saber viver é uma arte com pouco tempo para aprender.

“Vamos cantar orvalhadas, vamos cantar orvalhadas,
Por esses quintais adentro vamos, às raparigas casadas. –
BIS *
Pá pa ra ra ri ri, pá pa ra ra ri ri, Pam pam pam pam...”
(Excertos da canção Natal dos Simples de Zeca Afonso)

*Ou a uma linda rapariga de outro estado civíl.
Os matraquilhos também sabem cantar!!

5 comentários:

Anónimo disse...

Gostei da última frase!:)

Anónimo disse...

Olá Matreco!
Foi preciso avisar-te para produzires algo. Levou tempo, meu. Cada vez estás mais parecido com aos alentejanos, carago!
E após as janeiras o que se canta? O samba?
O carnaval é um excelente tema para abordar: é brincalhão, é
sério e misterioso. Como eu gosto do carnaval de Veneza...
Mas há máscaras tão extraordinariamente caras que não há cara que as sustentem.
O desafio fica lançado, Matreco. Próximo tema: O Carnaval de Veneza e outros canais.
Fica bem.

Anónimo disse...

Dia frio, este... Anunciaram na rádio que seria o mais frio do ano. Se fossem mais atentos teriam o cuidado de alertar para o perigo da irrequietude deste matraquilho... contribui continuamente para o aquecimento global.
Pergunto-me quando chegará o dia em que deixarás de me surpreender.

Anónimo disse...

Viva! Não andas inspirado para colocar post´s novos?
Sugestão: coloca um bom video de música!
Abraço

Moyle disse...

Pá pa ra ra ri ri, pá pa ra ra ri ri, pam pam pam pam...